quarta-feira, setembro 13, 2006

Saudade, muita saudade




Às vezes o amor surge do inesperado,
A vida é inesperada.

Passo a passo a vida continua, olhar o horizonte, a estrada vazia,
O mundo ao nosso redor já não é mais o mesmo.
Caminhos que antes se cruzavam, agora seguem rumos opostos.
Na estrada da vida deparamo-nos com momentos que jamais serão esquecidos...
Palavras, olhares para sempre guardados.
Saudades que teimam em não ir embora, saudade de ti, da vida que não vivemos, mas queríamos ter vivido, momentos, lembranças...

Meu sonho como cristal quebrou-se quando partiste..
Desapareceu na imensidão da vida.

Mas restou aquela que dizias

"a filha + linda do Pai"

"A saudade é um lago transparente a refletir Sempre a imagem da pessoa ausente".

Saudades! Sim... Talvez... e porque não?...
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!
Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como o pão!
Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!
E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim!

Saudade


Saudade é uma espécie de lembrança nostálgica, lembrança carinhosa de um bem especial que está ausente acompanhado de um desejo de revê-lo ou possui-lo. Uma única palavra para designar todas as nuanças desse sentimento é quase exclusividade do vocabulário da língua portuguesa. A palavra vem do latim"solitas, solitatis" (solidão);